Cara, as palavras de estímulo, carinho e apreço por uma postagem feita no Facebook enobreceram o meu espírito. Eu ainda sou o mesmo sonhador de outrora: aquele que idealizava ajudar os outros, que gosta de ser amigo e de conquistar pessoas por um sorriso, um conselho, um aperto de mão, uma palavra sincera.... mas combato o bom combate, luto com fé, mas quando as vitórias vem, elas vem de forma árdua, dolorida e muitas vezes tenho que optar entre, por exemplo, emoção e razão, amor e carreira. Eu passei 26 anos de minha vida tentando encontrar o amor da minha vida, alguém que me entendesse e amasse e ano passado eu encontrei. Ela não era uma mulher, era um anjo. Linda, maravilhosa, simples, sincera, única, de um sorriso que inebriava a minha alma... ela era o que de melhor havia em mim. Sabe a teoria do Yin/Yang? Éramos nós... Nos braços dela eu voei; no seu sorriso, encontrei a paz... Amei essa garota como nunca amei ninguém nessa minha existência! E ainda hoje, de cada 10 batidas de meu coração, 01 ainda é por ela (e olhe que há quase sete meses que eu não a vejo e/ou sei nada dela). Hoje, sinto que morro aos poucos, que vivo por viver, sem o amor da minha vida. Eu tento sim esquecê-la, tento começar de novo sem ela, tento dar espaço para outro alguém em minha vida, mas todas as vezes que lembro daquele sorriso, todas as vezes que sinto aquele cheiro, que ouço alguém com sotaque e arrastando um "erre", falando tipo "ó, você é um chato", me deixa em polvorosa, em aflição... tenho sonhado com ela, tenho tentado esquecer e abrir meu coração, mas ele insiste em bater por ela e mesmo que haja alguém, é algo vazio, momentâneo, sem complexidade. Ela era princesinha, da classe média e 10 anos mais nova e muito linda. Os pais dela não entenderam e proibiram tudo e eu tive que aceitar tudo, aceitar que ela vivesse a vida dela, pois sabia que nunca poderia dar à ela mais que amor, um coração e uma vida de privações e dificuldades, mas de muito amor, único e verdadeiro. Sei que ela é inteligente, muito inteligente, tipo uma nerd, que por mérito e esforço vai conquistar o mundo, que conquista tudo o que deseja e sei que quando tiver a minha idade atual, ela será uma profissional renomada, poliglota, talentosa e dedicada... e sei que estando ao seu lado, só atrapalharia seus planos e metas. Sou o tipo de ser que vive o hoje, que não curte muito esquentar a cabeça com problemas, frustrações. Se choro, logo em seguida desejo sorrir... Mas eu era o peão, o cara feio, desajeitado, desarrumado, de mãos calejadas, pobre e que não poderia nunca dar à ela o futuro que ela terá, que nunca iria com ela pra Inglaterra acompanhá-la em seu intercâmbio linguístico. Sabe como posso explicar em termos físicos e que você terá uma noção? É como um ímã: ela era o lado positivo e eu o lado negativo. E você sabe muito bem o que ocorre quando há polarização desses lados inversos. Mas eu desejei que ELA mesma visse isso, que visse que nunca seria capaz de chegar aos pés lindos e delicados dela. Que aquela pele macia, de pêssego, que aquele cabelo liso, negro, aqueles lindos olhos, cor de jaboticaba, aquelas mãos de fada eram demais pra mim. A mãozinha dela mal cabia na minha, sempre grossa, calejada, dura, áspera, os dedos tortos... Tinha um emprego que possibilitava pagar minhas contas. Não era um emprego bom. Era peão duro, pegava muito pesado, de forma extenuante, que minava meu espírito e minhas forças físicas, mas era feliz porque ela estava comigo. Ela foi forçada a me deixar, fiquei na fossa por uns cinco meses... Perdi o emprego no final do ano passado e iniciei um outro em fevereiro desse ano. Adorava o que fazia, mas o mundo vive por números e nunca por satisfação e fui demitido em um mês, por não bater a meta estipulada para profissionais com 06 meses, 01 ano ou mais... Ali iria pegar os macetes, me esforçar e terminar meu curso universitário que amo, mas que por circunstâncias adversas nunca posso dar continuidade e/ou terminá-lo, estando empacado nele há muito tempo e hoje estou desempregado, sem perspectivas de continuar meu curso (que amo, repito) e que adoraria concluir e seguir me especializando na área educacional e sem o amor da minha vida. Resumi a situação nesse texto. Compreende a complexidade da coisa?
Com carinho, Souza.
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