De repente em mim algo surgiu
Tão incompreensivo, irracional
Que logo se descobriu
Sua semelhança ao animal
A ferocidade tão arraigada
E escondida intra-eu
De repente reapareceu
Por alma desolada
Havia um questionamento evitado
E que inesperadamente se sobreveio
Assim já se disse: "fins justificam meios"
Porque comigo tudo está errado?
Como faço, Senhor, para evitar
A reaparição desse interno lobo feroz
Que me faz querer gritar,
Não deixando calar sua voz?
Será que sou tão louco assim
Pois creio do ser humano a bondade
Está somente esperando para sair
E deixar fazer sua vontade?
Espírito, me ajude pois você prometeu
Um dia lá no passado
Que estaria sempre ao meu lado
E nunca me abandonarias, oh Deus!
Souza, 01 de setembro de 2011.
Um comentário:
Esse poema fiz depois de passar por uma barra pesada em casa, estar sofrendo mas sem querer descontar minha raiva em outrem, mas eis que eu dando uma de bom ser humano, condoído com a dor alheia, resolvo pedir um abraço dela. Sabe o que ela fez? Virou as costas!
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